A China alterou suas leis para que fabricantes e vendedores de vaping estejam sob a autoridade da Administração do Monopólio do Tabaco do Estado (STMA) do país. A indústria agora será rigidamente controlada pelos reguladores do governo autoritário.
A mudança foi ordenada pelo Conselho de Estado (gabinete) e assinada pelo Primeiro-ministro Li Keqian. Foi anunciada na última sexta-feira, de acordo com a Reuters. A nova política era esperada desde que o Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação divulgou regras preliminares em março. Ela entra em vigor imediatamente.
A STMA controla completamente a indústria do tabaco na China—regulando tanto o produto quanto a sua venda. A administração do monopólio está, na verdade, sediada no mesmo prédio que a China National Tobacco Corporation (geralmente chamada de China Tobacco), que é o maior fabricante de cigarros do mundo. Ambas são geridas pelo Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação.
Mais da metade dos homens chineses fuma cigarros (e 26,6 por cento de todos os adultos), de acordo com a Organização Mundial da Saúde. Quase tantas pessoas na China fumam quanto toda a população dos EUA—mais de 300 milhões. Em 2018, os cigarros representaram 5,45 por cento de toda a receita tributária da China. O governo da China pode ver o crescimento do mercado de vaping chinês como uma ameaça às receitas fiscais confiáveis do tabaco.
A China baniu vendas online de produtos de vaping em 2019, e a regulamentação pela STMA provavelmente trará mais restrições. A agência reguladora controla rigorosamente quais produtos podem competir no mercado de tabaco chinês, e as novas regras permitirão à STMA microgerenciar fabricantes de vaping da mesma forma. O que foi anunciado é essencialmente o equivalente chinês à Regra de Deferência da FDA: estabelece o cenário para as regulamentações detalhadas que seguirão.
O mercado doméstico de produtos de vaping da China é avaliado em 8,38 bilhões de yuan (cerca de $1,3 bilhão U.S.), de acordo com o Global Times. O jornal diz que o mercado chinês cresceu a uma taxa de mais de 70 por cento a cada ano entre 2013 e 2020. De acordo com o Shanghai Daily, a indústria do vaping oferece três milhões de empregos no país, e as exportações de vaping são avaliadas em $15,6 bilhões (U.S.). A empresa de pesquisa chinesa iiMedia diz que existem mais de 170.000 empresas de e-cigarros no país, que produzem quase todo o hardware de vaping vendido ao redor do mundo.
A notícia fez com que as ações do fabricante chinês RELX caíssem 15 por cento na Bolsa de Valores de Nova Iorque (depois se recuperaram um pouco). A RELX é a empresa de vape chinesa mais conhecida, com aspirações de dominar o mercado doméstico da China. As ações da empresa estão atualmente sendo negociadas a menos de 20 por cento de seu valor máximo logo após sua oferta pública inicial em janeiro de 2021.
Como a nova autoridade governamental impactará fabricantes chineses que produzem principalmente produtos para exportação ainda não está claro. Em 2019, o país emitiu regulamentos preliminares que controlariam todos os aspectos da fabricação de produtos de vaping e de e-líquidos, mas essas regras ainda não entraram em vigor.

Devido à queda nas vendas de cigarros, os governos estaduais nos EUA e países ao redor do mundo estão procurando produtos de vapor como uma nova fonte de receita tributária.
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