A consulta da Comissão Europeia sobre a reescrita das regras da União Europeia sobre tabaco e nicotina recebeu 39.795 respostas antes de fechar em 14 de agosto, de acordo com o Snusforumet. Os defensores da redução de danos do tabaco passaram semanas criticando o questionário como estruturalmente tendencioso contra produtos de menor risco.
A Comissão abriu a consulta em 22 de maio como parte de sua revisão planejada da Diretiva de Produtos do Tabaco (TPD) e da Diretiva de Publicidade de Tabaco (TAD). A Comissão afirma que o feedback informará um novo arcabouço legislativo que planeja propor antes do final de 2026. A revisão também faz parte da meta da UE de alcançar uma “geração livre de tabaco” até 2040. Qualquer proposta teria que passar pelo processo legislativo da UE, incluindo o Parlamento e o Conselho Europeus.
As respostas estavam fortemente concentradas em um punhado de países, relatou o Snusforumet. A Polônia gerou 14.431 respostas, seguida pela Suécia com 3.694, República Tcheca com 3.150 e Espanha com 2.645. Quase 1.500 contribuições vieram de empresas, ONGs, autoridades públicas e outras organizações, em vez de indivíduos.
Os Defensores Europeus da Redução de Danos do Tabaco (ETHRA) publicaram uma crítica detalhada do questionário em julho, chamando-o de “impossível de responder” para os entrevistados que acreditam que os produtos de nicotina devem ser regulados de acordo com o risco relativo. A ETHRA afirmou ter encontrado oito problemas recorrentes nas 23 perguntas da pesquisa e acusou a Comissão de formular escolhas de maneiras que favorecessem uma regulamentação mais restritiva.
A TPD revisada poderia determinar como a UE lida com produtos que mal existiam quando a diretiva atual foi escrita, incluindo bolsas de nicotina. A avaliação de abril da Comissão sobre o arcabouço de controle do tabaco disse que novos produtos de tabaco e nicotina criaram desafios regulatórios, particularmente em torno do uso entre os jovens, enquanto o arcabouço existente foi construído principalmente em torno de cigarros, tabaco sem fumaça e cigarros eletrônicos de primeira geração.
O snus continua sendo um dos exemplos mais claros da abordagem da UE de produto por produto. A UE proibiu pela primeira vez certos produtos de tabaco oral em 1992. O artigo 17 da atual TPD continua a proibição em todo o bloco, exceto na Suécia, que tem uma isenção contratual. O Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou esse arcabouço em 2018. As bolsas de nicotina não contêm tabaco e não são o mesmo produto que o snus, mas seu rápido crescimento as tornou um alvo óbvio para a revisão que se aproxima.
A consulta agora está encerrada, mas a verdadeira luta começa quando a Comissão publicar sua proposta. Os defensores da redução de danos estarão observando se a Comissão tratará os cigarros, produtos para vaporização, snus e bolsas de nicotina como produtos com perfis de risco materialmente diferentes, ou simplesmente lhes dará versões diferentes das mesmas restrições.

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