O Brasil confirmou e reforçou sua proibição de vape após uma reunião do conselho em 19 de abril da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o regulador de alimentos e medicamentos do país. O conselho da ANVISA votou unanimemente para manter a proibição do país, que está em vigor desde 2009.
A agência apertou as restrições de importação para proibir indivíduos de trazer produtos para uso pessoal e adicionou uma proibição sobre “transporte e armazenamento,” que pode ser interpretada pelas autoridades como significando quase qualquer coisa, incluindo carregar um vape na rua ou manter um em casa.
A ANVISA resolução, publicada em 23 de abril e entrando em vigor em 2 de maio, proíbe a “fabricação, importação, venda, distribuição, armazenamento, transporte e publicidade” de todos os produtos de vaping e tabaco aquecido, e proíbe seu uso em qualquer lugar “acessível ao público geral ou para uso coletivo, total ou parcialmente fechado em qualquer um de seus lados por uma parede, partição, teto, toldo ou cobertura, de forma permanente ou temporária.”
Apesar da oposição do governo ao vaping e das restrições de importação mais rígidas, o grande mercado negro do Brasil prosperará, com lucros indo para sindicatos do crime organizado em vez de empresas locais regulamentadas.
A regra não apenas proíbe a publicidade por fabricantes ou vendedores, mas também proíbe a “disseminação de informações ou alegações sobre o produto sem comprovação científica” e “qualquer outra forma de comunicação ou ação que promova dispositivos eletrônicos de fumar, incluindo artigos pagos em veículos de mídia, atraindo a atenção e interesse da população, sejam ou não consumidores dos produtos, e que pode estimular o consumo ou a iniciação de uso.”
A decisão seguiu a última consulta pública sobre vaping, cujos resultados—uma maioria de respostas se opôs à proibição de vape do país—foram simplesmente ignorados. A ANVISA baseou sua decisão em conselhos da Organização Mundial da Saúde (OMS), de acordo com o Brasil Reports. A agência também ignorou os resultados de uma consulta e manteve a proibição há dois anos.
Apesar da oposição do governo ao vaping e das restrições de importação mais rígidas, o grande mercado negro do Brasil prosperará, com lucros indo para sindicatos do crime organizado em vez de empresas locais regulamentadas. Com mais de 203 milhões de residentes, o Brasil é o país latino-americano mais populoso (e o sétimo maior do mundo), tornando os mercados informais para produtos populares quase impossíveis de controlar.
Uma pesquisa recente descobriu que mais de quatro milhões de brasileiros já usaram vape em algum momento, de acordo com o site brasileiro de vaping Vapor Aqui. Outra pesquisa feita por uma agência governamental indicou que quase 17 por cento dos alunos entre 13 e 17 anos já haviam usado vape pelo menos uma vez.

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